Na Festa da Taça, Jogou-se Mais Do Que Futebol

Dia de festa da Taça, em Freamunde. Aguardado desde o sorteio e devidamente preparado para a ocasião, o SC Freamunde recebeu o SL Benfica, campeão nacional, no seu estádio e contou com uma moldura humana de registar. Do lado benfiquista, foram também vários os adeptos que se deslocaram a Freamunde para contribuir num dia bonito para o clube e que será lembrado por muito tempo. Antes do início da partida, Freamunde prestou homenagem a um dos seus, num bonito momento

Ainda o jogo não tinha iniciado e Freamunde já tinha mostrado o porquê de ser um grande. Gustavo Meireles, ou Guga, como era tratado pelos mais próximos, teve direito a uma homensagem que não chega para agradecer tudo o que fez pelo clube. A sua filha mais velha e o seu pai foram ao relvado, acompanhados pelo presidente, Rui Vingança, e por Miguel Ribeiro, padrinho da menina e um irmão que Guga escolheu na sua vida. Um estádio cheio, aplaudiu de pé. Afinal... Freamunde despediu-se de um dos grandes.

Dentro de campo, o treinador Diogo Moreira apresentou-se na máxima força. Do lado adversário, Filipa Patão fez uma natural gestão do plantel, fruto do confronto frente a um adversário de divisões inferiores e gerindo, também, o cansaço provocado pelos jogos internacionais, que se jogaram antes e o jogo da Liga dos Campeões, já na próxima terça-feira. De registar a ausência de Lúcia Alves, atleta que, caso fosse convocada, voltava a Freamunde, clube que representou no início da sua carreira.

Embora com algum equilíbrio nos minutos iniciais, o SL Benfica inclinou o campo a seu favor desde muito cedo. Mary Pinto, a goleadora do lado do SC Freamunde, ia, a espaços, tendo bola para progredir no campo, mas pouco apoiada, não chegou a assustar a baliza de Rute Costa. No extremo oposto, brilhava Mary Pacheco, guardiã freamundense que, com boas intervenções, ia adiando o primeiro golo da tarde.

A muralha freamundense aguentou meia hora até Marta Cintra abrir o marcador. A jogadora benfiquista aproveitou um ressalto para, sozinha, encostar para o 0-1.

O SC Freamunde continuava a defender bem, mas acabaria por sofrer o segundo, ainda antes do intervalo. O golo de Lara Martins veio em má altura, dado que a desvantagem de apenas um golo, ao intervalo, podia dar um novo alento ao SC Freamunde para a segunda parte.

Na segunda parte, assistiu-se a um jogo com uma toada idêntica ao da primeira parte. A grande diferença foi a quebra física sentida pelas atletas freamundenses que permitiu ao SL Benfica ampliar a vantagem. Matilde Silva, Marta Cintra, de novo, e Marie Alidou, por duas vezes, selaram a vitória benfiquista e fixaram o placard em 0-6.

Não houve Taça, mas houve festa. O SL Benfica é, ainda, uma montanha muito alta de escalar, mas ficou evidente a evolução que se tem registado no futebol feminino, em Freamunde. Os freamundenses reconhecem os méritos à equipa e encheram a bancada naquela que foi, certamente, a melhor assistência da época do clube até agora.

Saiu a ganhar o futebol feminino e o SC Freamunde também. A equipa teve um vislumbre dos palcos que quer pisar. É de realçar que o SC Freamunde é o único clube do concelho com equipa de futebol sénior feminino e conta com várias atletas da sua formação na Liga BPI e na seleção nacional.

Um website emjogo.pt